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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

18 capitulo

                                                             

Eu não conseguia mais controlar meu próprio corpo. Ele ditava o ritmo por mim. Eu estava certa que eu o queria tanto, o amava tanto. Uns meses longe pareceram uma eternidade. Eu só queria ficar com ele. Ele me levou no colo até seu quarto, sentando comigo em sua cama.. Nossos lábios não desgrudavam um do outro, cada pedaço do meu corpo gritava por ele. Sentada em seu colo, minhas mãos passeavam pela sua nuca e pescoço, fazendo ele se arrepiar. Enquanto ele tinha suas mãos em minhas costas e coxas, as vezes em meus cabelos. Ele separou nossos lábios apenas para beijar meu pescoço e voltou a beijar meus lábios, dando uma leve mordida me fazendo arranhar seu pescoço. Sem pressa ele me deitou na cama e seu corpo foi caindo devagar sobre o meu, sua respiração tão descompassada como a minha, o coração acelerado, um sorriso tão grande. Ele passou as mãos pelo meu corpo ainda por cima da camisa que eu usava. Ele me beijava sem pressa, tão calmo e delicado. Tão perfeito pra mim como eu nunca imaginei que ele poderia ser. Suas mãos tinha calma em explorar todo meu corpo, pedaço por pedaço. Nossos olhares se encontravam e pareciam passar uma corrente elétrica pra todo meu corpo. Ele ficou de joelhos entre minhas pernas com as mãos sobre os botões da minha camisa. Toquei sua mão com a minha, incentivando ele a continuar.. Ele abriu botão por botão da minha camisa e quando a mesma já estava jogada em algum lugar do quarto, ele parecia extasiado pelo que via. Devagar suas mãos agora exploravam as partes nuas do meu corpo. Seios, barriga.. Eu estava apenas de calcinha agora e eu teria morrido de vergonha, se não estivesse tão perdida em pensamentos, se não tivesse tão perdida nos braços do garoto que eu amo. Ele voltou a beijar meus lábios, descendo os beijos pelo pescoço, seios, barriga.. Ele já me tocava com tanta intimidade e parecia tão natural pra mim, como se fosse pra ser assim. Como se isso já tivesse planejado. Como se um anjo tivesse me enviado ele. Alguém pra meu coração chamar de casa. Ele me beijava a cada segundo e não deixava nossos olhares se perderem por muito tempo.. Descendo devagar uma de suas mãos, escorregando para o meio de minhas pernas. Ele colou nossos rostos e me olhou nos olhos. Já estava difícil de respirar, o calor, o suor dos corpos quase nus.

-Você confia em mim?_Ele sussurrou bem próximo aos meus lábios. Agarrei-me ainda mais forte em seu pescoço enquanto minhas mãos estavam perdidas em seu cabelo incrivelmente cheiroso e macio.

-Sempre._Sorri tocando de leve seus lábios com os meus. Ele sorriu.

-Apenas confie em mim amor._Ele beijou minha testa e logo em seguida meus lábios, voltando a ficar de joelhos entre minhas pernas retirando devagar minha calcinha. Sem desviar o olhar do meu.

(Love Me Like You Do - Ellie Goulding - Cover Boyce avenue. Link ao lado) https://www.youtube.com/watch?v=x7KjLEQusTs

                     Você é a luz, você é a noite
                     Você é a cor do meu sangue
                     Você é a cura, você é a dor
                     Você é a única coisa que quero tocar
                     Não sabia que podia ser tão importante

                     Você é o medo, eu não ligo
                     Pois eu nunca estive tão extasiada
                     Me siga até a escuridão
                     Deixe eu te levar além do céu
                     Você vai ver o mundo ganhar vida, vida

                     Então me ame como só você faz, me ame como você faz
                     Me ame como só você faz, me ame como você faz
                     Me toque como você faz, como só você faz
                     Pelo que está esperando?

Ele beijou devagar minhas pernas, uma por uma. Minhas coxas. Minha barriga novamente, meus lábios, até se aproximar da minha intimidade. Eu estava ardendo em chamas. Justin parou pra observar todo o meu corpo, mesmo ele ainda estando de shorts era visível demais o volume entre suas pernas. Então ele aproximou a boca da minha intimidade olhando em meus olhos e depositou um pequeno beijo ali que me fez gemer seu nome um pouco alto. Logo ele já beijava e chupava toda minha intimidade, enquanto eu apertava os lençóis da cama em minhas mãos e gemia seu nome, quase gritando, implorando por mais. Um certo tempo depois ele voltou a beijar meus lábios, eu aproveitei o momento para trocar de posições, ficando por cima dessa vez. Beijei seu lábios, Seu pescoço, seu peito e barriga, tentando repetir oque ele havia feito em mim á pouco, meio sem experiência, mas eu faria. Não estava mais controlando meu corpo, ele agia sozinho. Devagar desci meus beijos até a barra de seu shorts e o retirei com cuidado. Vendo Justin apenas de cueca, passei uma de minhas mãos por cima da mesma, sentindo "algo" realmente duro. Devagar retirei sua cueca, com um pouco de dificuldade. Seu membro pulou para fora imediatamente, Totalmente duro. Eu poderia ter ficado um pouco assustada pelo tamanho, mas eu estava com tanto desejo. Não pensei em mais nada. Apenas o-acariciei. Justin sabia que eu não estava pronta para fazer totalmente tudo que casais normais fazem, era minha primeira vez. Apenas brinquei com seu pênis em minhas mãos, enquanto Justin se contorcia na cama e gemia de prazer. Senti sua mão tocar á minha devagar, tirando seu pênis de minhas mãos e me beijando. Ele voltou a me deitar sobre a cama e ficou por cima novamente.

                   Você aparece e some
                   No precipício do paraíso
                   Cada pedacinho de sua pele é um Santo Graal que procuro
                   Só você faz meu coração pegar fogo, pegar fogo
                   É, vou te deixar guiar o caminho
                   Pois eu não estou pensando direito
                   Minha cabeça está girando, não consigo enxergar direito
                   Pelo que está esperando?

                   Me ame como só você faz, me ame como você faz
                   Me ame como só você faz, me ame como você faz
                   Me toque como você faz, como só você faz
                   Pelo que está esperando?

                   Me ame como só você faz, me ame como você faz
                   Me ame como só você faz, me ame como você faz
                   Me toque como você faz, como só você faz
                   Pelo que está esperando?

                   Vou te deixar guiar o caminho
                   Pois eu não estou pensando direito
                   Minha cabeça está girando, não consigo enxergar direito
                   Pelo que está esperando?

                   Me ame como só você faz, me ame como você faz
                   Me ame como só você faz, me ame como você faz
                   Me toque como você faz, como só você faz
                   Pelo que está esperando?

Ele separou nossos lábios apenas para pegar algo na gaveta. Camisinha. Ele se protegeu e voltou para cima de mim. Continuou me beijando enquanto suas mãos estavam em minha bunda e as minhas arranhavam suas costas. Ele se movimentou em cima de mim e me olhou. Eu já sabia oque viria a seguir, ele colocou devagar seu pênis devagar dentro de mim. Apenas pra que eu me acostumasse com a dor que já passaria, cada segundo ele aprofundava um pouco mais e eu deixei escapar um gemido de dor. Aquilo doeu por alguns minutos, mas eu não iria desistir. Eu não conseguia mais parar. Ele beijava meus lábios e minha testa. Ele via a dor em meu rosto, mas era tão carinhoso e compreensível. Eu o amava. Nossos gemidos preenchiam o quarto. Quase gritos as vezes.

-Isso já vai passar amor. Eu prometo._Ele sussurrou no meu ouvido e logo meu coração estava em paz novamente, a dor havia sumido e eu só sentia prazer. Eu só queria mais e mais.. Eu só o-queria. Arranhei suas costas e puxei seu cabelo enquanto ele aumentava os movimentos, mas não muito, apenas o necessário pra incendiar aquela faísca. Eu estava entregue. Algum tempo depois eu só sentia prazer e mais prazer, ele aumentou os movimentos e a cada minuto parecia pegar ainda mais fogo. Nossas respirações descompassadas, o coração dando pulos no peito, os corpos suados e colados no final. Ele entrelaçou sua mãos as minhas e beijou meus lábios. Ainda dentro de mim, mas os movimentos haviam acabado depois que ambos atingiram seu orgasmo. Justin me beijou novamente, mais calmo.. A respiração voltava a normalizar, o coração tranquilizar.. Devagar ele foi saindo de dentro de mim.

-É normal. Foi sua primeira vez._Ele disse vendo minha cara de espanto ao ver uma pequena poça de sangue nos lençóis._Tá tudo bem, amor._Ele me beijou_Já volto._Disse indo até o banheiro. Enquanto ele estava lá, tratei de trocar os lençóis da cama por alguns que encontrei em seu armário. Voltei a me deitar na cama e me cobri até o pescoço. Logo ele voltou de cabelo molhado e apenas de cueca.

-Eu troquei os lençóis._Disse sentindo meu rosto esquentar, estava corada não sei o porque. Acabamos de fazer amor.

-Não precisa se incomodar, eu iria fazer isso._Ele sorriu se aproximando e sentando na cama me dando um rápido selinho_Está com frio?_Neguei com a cabeça_Então porque está tão coberta? Não quer tomar banho?

-Eu vou.. Mas é que.. Será que.. Será que pode sair?_Perguntei.

-Sair? Mas... Está com vergonha de mim?_Ele perguntou com um sorriso bobo no rosto_

-Não.. É que.. É que.. É. Estou._Disse por fim e ele riu me dando um beijo calmo logo em seguida.

-Não precisa ter vergonha amor. Vá tomar banho que eu quero dormir bem colado com você hoje._Franzi uma sobrancelha.

-Quem disse que eu vou dormir aqui?

-Você não tem escolha. Ainda tá chovendo._Olhei pra janela e realmente ainda chovia. Eu não havia percebido. Nem ouvido barulho de chuva.

-Eu não havia percebido._Ele sorriu.

-Então, não vai tomar banho?

-Claro que sim._Ajeitei o lençol no meu corpo antes de levantar e Justin riu. Já estava caminhando pro banheiro quando senti algo ser puxado, era o lençol. Olhei pra trás e ele já estava nas mãos de Justin. Corei de vergonha. Eu estava totalmente nua.

-Não precisa disso amor._Ele se aproximou de mim já com as mãos vazias, abraçando minha cintura e me depositando um beijo na testa._Não tenha vergonha de mim. Essa foi a primeira vez, mas não será a última._No mesmo momento, suas palavras me confortaram, minha vergonha parecia ter sumido em um minuto.

-Como você tem tanta certeza que não será a ultima?_Perguntei com um tom brincalhão. Ele sorriu.

-Porque namorados costumam fazer isso frequentemente. Entre outras coisas, cinema, festa, sorveteria, parques, piqueniques.._O-encarei seria.

-Namorados?

-Áh.. Desculpa, eu esqueci que não tinha te perguntado isso. Na verdade, quero perguntar isso desde quando você foi para a cidade ao lado ou talvez, eu queira isso desde a primeira vez que eu te vi naquele metrô._Sorri. Ele lembrava também. Da primeira vez que nos vimos._Victoria, quer namorar comigo?_Pulei em seus braços, o-abraçando forte, ambos sorrindo como bobos.

-É claro seu idiota._Ele fez careta e eu ri_O idiota que eu amo._Ele me beijou e depois de mais alguns minutos ele me colocou no chão novamente.

-Vai lá tomar seu banho. Eu vou te esperar aqui._Ele sorriu e me deu mais um beijo antes que eu fosse para o banheiro. Eu não queria nem pensar agora em tudo isso que estava acontecendo, porque podia ser um sonho e eu sinto que se me acordassem eu poderia morrer.

17 capitulo

                                                           

-Eu sinto muito por tudo que aconteceu._Justin disse depois que eu falei pra ele sobre toda minha temporada com Cam e sua morte que o mesmo não sabia ainda.

-Ele se tornou um grande amigo. Eu pude verdadeiramente perdoa-ló. Esse tempo longe me trouxe tantas certezas._Olhei em seus olhos e ele sorriu. Ainda estávamos no restaurante que ele se apresentava, só que fomos conversar do lado de fora, onde estava mais tranquilo e sozinhos._O tempo me trouxe a certeza do que eu já sentia e me trouxe de volta para onde eu devo estar.

-Eu nunca mais quero te deixar longe de mim._Justin se aproximou e me roubou um beijo rápido enquanto abraçava minha cintura_

-Eu não vou mais ficar longe de você. Não quero mais fugir disso._Minhas mãos estavam pousadas em seu ombro e peito. Ele sorriu e me beijou mais uma vez. Mais rápido, mais quente.. Eu não pude resistir quando ele colocou as mãos por dentro do meu cabelo e apertou minha cintura, automaticamente apertei seu ombro enquanto a outra mão passeava pelo seu peito. Uma de suas mãos percorreram minhas costas, descendo devagar pelo meu braço e subindo novamente. Parei o beijo apenas pra procurar por ar. Enquanto isso, Justin beijava meu pescoço. Me deixando por inteira arrepiada. A mão que estava em seu peito, agora estavam em sua nuca, minhas unhas arranhando levemente a região. Ele beijou meus lábios novamente, mas fomos interrompidos pela uma chuva repentina. Uns trovões barulhentos e uma chuva cada vez mais forte. Estávamos encharcados. Justin segurou minha mão me guiando para dentro do restaurante. Ele pegou o violão e voltou até onde eu estava. Estava congelando... Estava muito frio.

-Vamos embora. Vou chamar um táxi._Ele disse e eu assenti.

(...)

-Oque houve?_Justin perguntou ao motorista que havia parado o táxi no meio do caminho.

-Sinto muito. Mas há milhares de carros á minha frente, estão presos.. Tá chovendo muito. O transito fica difícil._Justin negou com a cabeça.

-Estamos muito longe da sua casa._Justin sussurrou pra mim_O senhor não pode fazer nada?_Ele voltou a falar com o motorista.

-Sinto muito, rapaz._Justin suspirou_

-Vamos andando._Disse já retirando o cinto.

-Está falando sério? Nessa chuva? Vai pegar um resfriado.

-Não vamos. Vem._Abri a porta do carro e sai. Tentei me proteger da chuva com o capuz da blusa, mas não estava adiantando muito. Senti braços me rodearem, era Justin. Ele me guiou até a calçada.

-Sua casa está muito longe daqui. Eu moro na rua acima. Melhor esperarmos a chuva passar lá e depois te levo pra casa._Ele disse.

-Seus pais não vão se importar?_Perguntei com receio.

-Não vão. Não se preocupe. Eles estão viajando._Disse ainda me abraçando já que eu havia começado a tremer pelo frio._Vamos. Você está tremendo._Ele disse beijando minha testa. Ainda me abraçando de lado, caminhamos na direção de sua casa. Em alguns minutos estávamos lá. Justin acendeu as luzes e soprou as mãos na tentativa de diminuir o frio. Fechou a porta atras de nós_Vou pegar toalhas._Ele subiu as escadas correndo e voltou minutos depois com algumas toalhas. Ele me entregou uma e logo comecei a me secar, vendo ele fazer o mesmo._Melhor você tomar banho._Disse e eu o olhei_Eu espero você terminar aqui em baixo, se preferir._Assenti que sim e ele sorriu. Me mostrou onde ficava o banheiro e logo sumiu pelo corredor. Deixei a água quente cair pelo meu corpo, sentindo uma sensação de alivio. Terminei e fui até o quarto de Justin apenas de calcinha enrolada em uma toalha, a porta estava aberta então eu entrei..Justin estava deitado na cama, olhando pro teto, com uma  roupa seca.

-Justin.._Chamei e ele levantou e sentou na cama. Tive que chamar sua atenção outra vez pra ele perceber, porque parecia um bobo olhando pra mim. Parecia nunca ter me visto.

-Érr.. Eu tenho uma camisa minha. Vou pegar pra você._Ele foi e logo voltou me entregando uma de suas camisas enormes. Não pude deixar de olhar seu peito que estava em boa forma e os braços fortes cobertos por tatuagens, Justin riu e eu o olhei sem entender.

-Oque foi?

-Você que fica me devorando com os olhos. Sei não. Devo colocar uma camisa?

-Você é louco? Não estava reparando em você. Só gostei das tatuagens._Dei de ombros fingindo naturalidade e ele riu.

-Tudo bem então._Ele continuou parado a minha frente.

-Oque está esperando? Não vai sair? Eu tenho que me vestir..

-Pode se vestir, prometo não atrapalhar._Revirei os olhos.

-Engraçadinho. Sai logo garoto._Disse dando um tapa em seu ombro fazendo ele rir.

-Tudo bem.. Vou te esperar na cozinha.

-Oque vai fazer pra gente?_Perguntei gostando da ideia.

-Nada. Vou te esperar lá e você faz alguma coisa._Dessa vez acertei seu braço com mais força._Brincadeira.

-Você tá muito engraçadinho._Ele fez uma careta que eu não consegui não rir. Me roubou um beijo e saiu.. Justin, Justin, Justin..

(...)

-Hey olha você. Uau. Que gata._Justin disse quase gritando quando eu entrei na cozinha. Eu ri.

-Para de ser bobo._Disse sentando á mesa.

-Não consigo.. Quando você tá perto eu fico bobo._Ele piscou pra mim.

-Não vem com essas falas tipicas de garotos. Não cola comigo._Ele riu colocando uma panela de macarrão em cima da mesa._Que cheiroso.

-Você nunca provou um macarrão melhor._Ele nos serviu e eu realmente achei muito bom, mas fingi que não gostei.

-Que isso? Ninguém come isso garoto._Falei em tom sério e Justin pareceu acreditar, prendi o riso.

-Não gostou espertona? Então, faz um melhor.._Disse pegando meu prato e colocando minha comida no prato dele.

-Idiota eu estava brincando.. Devolve minha comida._Ele riu.

-Vem pegar._Levantei e fui até ele tentando alcançar o prato que estava em sua mão.

-Me dá logo isso, Justin._Dei um tapa de leve em seu peito, ele colocou o prato em cima da mesa e me puxou pela cintura colando meu corpo no dele. Então percebi o quanto estávamos próximos. Ele me beijou me fazendo perder o controle e beijá-lo com ainda mais intensidade. Quando percebi estava sentada em seu colo enquanto nos beijávamos. Uma de suas mãos estava em minha coxa e a outra em meus cabelos, enquanto minhas mãos alternavam entre seu peito e ombro. Ele me ajudou sentar direito colocando uma perna de cada lado de sua cintura. Ele levantou comigo em seu colo enquanto nos beijávamos subindo as escadas.. Eu não queria mais pensar em nada, queria pensar nele e na incrível noite que teríamos juntos.. Eu nunca estive tão segura de algo..

                                              Esperem por um próximo capitulo quente...

16 capitulo

                                                                    


Durante esses meses eu tentei definir oque eu queria: Esperar ou deixar ir. Mas eu não pude deixa ir, eu não poderia fugir disso. Então eu esperei. Pacientemente eu esperei.. Mesmo sentindo raiva por saber que ele ficaria perto dela, que ele a abraçaria.. Mesmo com medo que ela não sentisse o mesmo e descobrisse que amava realmente ele e não a mim. Foram os piores meses que eu tive. Eu sentia tanto sua falta. Eu descobri que eu tinha medo de perdê-la. Eu entendi que eu a queria. Eu aprendi a ser bom por ela. Eu comecei acreditar em meus sonhos por sua causa. Não seria pedir demais que ela ficasse comigo, porque eu a queria tanto. Mas eu apenas.. Esperei. Me apresentei em muitos eventos pela cidade, estava realmente começando a dar certos.. Estavam ouvindo minha música e uma parte de mim estava muito feliz, mas eu só queria estar completo.

-Justin, você vai entrar agora._O dono do restaurante veio me avisar sobre minha apresentação que aconteceria em minutos. Terminei de arrumar o cabelo e ajustar a roupa e segui para o pequeno palco no restaurante iluminado com poucas pessoas, a maioria casais. Isso me apertou o peito, me lembrou o quanto eu queria isso pra mim. Me segurei pelo pensamento que me levou a pensar nela outra vez. Ultimamente tudo tem me levado a lembrar dela. Peguei o violão, arrumei em meu colo e comecei a tocar.

(ADELE - When We Were Young - Cover Leroy Sanchez. Link ao lado) https://www.youtube.com/watch?v=nWgD12Shwu4

          Todos amam as coisas que você faz
          Desde a maneira como você fala
          Até o jeito como você se move
          Todos estão aqui te observando
          Pois você dá sensação de lar
          Você é como um sonho realizado
          Mas se, por acaso, você estiver sozinho
          Pode me dar um momento
          Antes de eu ir?
          Pois eu estive sozinha a noite toda
          Na esperança de que você ainda seja alguém que eu conheça.

          Você se parece com um filme
          Você soa como uma canção
          Meu Deus, isto me lembra
          De quando éramos jovens.

          Deixe-me te fotografar sob esta luz
          No caso desta ser a última vez
          Que nós podemos ser exatamente como éramos
          Antes de percebermos
          Que estamos tristes por estar envelhecendo
          Isso nos deixou inquietos
          Era exatamente como um filme
          Era exatamente como uma canção.

Abri os olhos por um instante e observei as pessoas ali, mas uma me chamou mais atenção. Meu coração quase pulou do meu peito quando a-vi parada no fim da sala, por trás de todas as mesas, parada com um lindo sorriso no rosto. Ela estava ali. Ela tinha voltado pra mim e eu queria me jogar em seus braços e dizer o quanto a falta dela me sufocou, mas eu não deixei a música parar e continuei olhando em seus lindos olhos verdes que eu tanto amava.

         Eu estava tão assustado de encarar meus medos
         Pois ninguém me disse que você estaria aqui
         Eu podia jurar que você havia se mudado para o exterior
         Foi isso o que você me disse, quando me deixou.

         Você ainda se parece com um filme
         Você ainda soa como uma canção
         Meu Deus, isto me lembra
         De quando éramos jovens

         Deixe-me te fotografar sob esta luz
         No caso desta ser a última vez
         Que nós podemos ser exatamente como éramos
         Antes de percebermos
         Que estamos tristes por estar envelhecendo
         Isso nos deixou inquietos
         Era exatamente como um filme
         Era exatamente como uma canção.

         Quando nós éramos jovens
         Quando nós éramos jovens
         Quando nós éramos jovens
         Quando nós éramos jovens

Vi uma lágrima escorrer pelo seu rosto, mas seu sorriso ainda estava lá. Meu coração estava aquecido. Tudo pelo que passei, eu já não lembrava mais. Eu só queria que ela entendesse.. Por favor, entenda. Eu não posso viver sem você.

         É difícil me ganhar de volta
         Tudo simplesmente me leva de volta
         Para quando você estava lá
         Para quando você estava lá
         E uma parte de mim continua apegada
         Apenas pro caso de ainda existir alguma coisa
         Acho que eu ainda me importo
         Você ainda se importa?

         Era exatamente como um filme
         Era exatamente como uma canção
         Meu Deus, isto me lembra
         De quando éramos jovens

         Deixe-me te fotografar sob esta luz
         No caso desta ser a última vez
         Que nós podemos ser exatamente como éramos
         Antes de percebermos
         Que estamos tristes por estar envelhecendo
         Isso nos deixou inquietos
         Era exatamente como um filme
         Era exatamente como uma canção.

Mesmo depois de ter acabado a música eu permaneci ali, olhando em seus olhos. Parecia que tinha congelado, mas eu só queria abraça-lá. Coloquei o violão ao lado e pedi um minuto a todos e caminhei até ela em passos lentos. Uma música qualquer começou tocar, então fiquei a um centímetro de seu corpo. Podia sentir seu perfume doce, ouvia-se as batidas aceleradas do meu coração em meio ao dela. Então ela quebrou a minima distância entre nós e me abraçou forte, a segurei firme em meus braços enquanto ela tinha os braços em volta do meu pescoço me apertando forte. Como um pedido mudo para nunca mais ficar longe. Minutos depois ela separou o abraço apenas para me olhar nos olhos, mas ela ainda tinha seus braços em mim e eu apertava sua cintura. Uma lágrima desceu pelo seu rosto e eu logo tratei de seca-lá.

-Eu senti tanto sua falta._Eu fui o primeiro a falar. Mas ela não me deixou dizer mais nada, apenas me beijou. Me beijou lentamente, esquecendo de quem estava por perto. Como eu senti falta disso. Levei uma de minhas mãos ao seu cabelo e aprofundei o beijo. Nos separamos apenas quando o ar faltou. Colei minha testa a dela e olhei em seus olhos verdes que estavam mais escuros que o normal. Ela sorriu com o olhar raso d'água.

-Eu senti tanto sua falta._Ela repetiu minhas palavras_Eu amo você, Justin._Eu não consegui dizer nada, eu só queria ficar ouvindo ela dizer isso.. Fechei os olhos com força e uma lágrima caiu pelo meu rosto dessa vez._Você não tem noção do quanto eu amo você._Ela sorriu ao repetir as palavras que me aqueciam o coração. Eu a-beijei. Porque eu a amava tanto que não conseguia achar palavras certas para lhe dizer isso de uma forma que ela entendesse que jamais eu encontraria alguém como ela. Beijei seu rosto e a-abracei forte em meus braços. Eu não a deixaria nunca mais ir a lugar algum sem mim. Ela estava aqui e não era um sonho. Ela soa exatamente como uma canção. A mais bela de todas e eu poderia ficar ouvindo pra sempre.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

15 capitulo

                                                               

-Eu gostei do filme. Muito bom._Dizia enquanto saíamos do cinema. Cam negou com a cabeça e eu fiz careta pra ele.

-Eu não achei legal. É muito sem sentido.._Ele apontou para uma sorveteria bem enfeitada que tinha a frente_Vamos tomar um sorvete._Aceitei o convite e compramos o sorvete para tomar no caminho. A noite havia sido agradável.  Não havia sido totalmente estranho, ele me deixou a vontade e brincamos bastante, conversamos algumas coisas, mas nada sério demais. Estavámos ali para curtir.

-Esse sorvete é ruim demais._Fiz careta enquanto provava o sorvete. Ele revirou os olhos.

-É o melhor sorvete da cidade. Você que é fresca demais.

-Eu sou fresca? Um filme ótimo e um babaca desses diz que é ruim e eu sou fresca._Ele negou com a cabeça.

-Não me chame de babaca se não vou ter que revelar uma coisa que você não vai gostar muito.

-Oque?_Disse tentando acompanhar seus passos. Ele fingiu não ouvir._Diz babaca._Ele parou de caminhar e me olhou com uma expressão séria.

-Você tem orelhas grandes. Eu sempre quis dizer isso._A expressão dele ainda estava séria, uma raiva me subiu do nada e eu quis bater naquele desgraçado. Avançei para cima dele e ele me segurou pelos braços tentando impedir. Ouvi sua gargalhada e quis batê-ló ainda mais._Hey calma, relaxa._Ele pediu tentando parar de rir e comecei a me acalmar._Era brincadeira. Eu só queria te deixar brava. Eu acho que fica ainda mais linda brava._Joguei meu sorvete bem no meio de seu peito, sujando sua camisa. Ele me olhou com raiva e eu sorri vitoriosa.

-Você mereceu por ser um idiota._Disse voltando a caminhar. Logo ele estava caminhando ao meu lado.

-Você me sujou._Ele observou.

-Eu sei. Não me importo._Ele negou com a cabeça.

-Vai ter volta._Dei de ombros.

(...)

Os dias estavam passando.. O tempo até que passou rápido. Eu e Cam nos tornamos bons amigos. Não confidentes. Apenas amigos. Estavamos tentando estabelecer de volta oque sentíamos antes e não passava de um sentimento de amizade. Eu cheguei a falar de Justin para Cam, ele havia perguntado. A cada dia eu via Cam mais abatido e meio triste, estava tentando anima-ló, mas não obtia sucesso as vezes. Era difícil. As vezes ele estava depressivo e pedindo pra seu dia chegar logo, eu sentia uma certa dor por ele. Pelo que  ele estava passando.. Ficamos tão próximos, havíamos saído juntos e nos divertimos.. Mas em uma certa noite, na volta para casa, eu fiquei desesperada.

-Oque está sentindo Cam?_Perguntei tentando ouvir alguma resposta sua e nada. Ele estava pálido e com a mão sobre o peito, sua expressão era séria e sofrida._Fala comigo, por favor._Ele me olhou e caiu bem a minha frente. Meu coração quase parou. Tentei acorda-ló, mas não consegui, então liguei para seus pais.

(...)

Os pais de Cam estava aflitos na sala de espera do hospital. Eu tentei acalma-lós, porém não estava dando certo até o doutor entrar na sala.

-Como está meu filho?_A mãe dele foi a primeira a falar.

-Tente se acalmar. Ele está acordado e está bem na medida do possível._Ele falou com tranquilidade_

-Eu vou vê-ló.

-Desculpe, mas ele pediu para ver a moça._O medico disse interrompendo a mãe de Cam e apontando para mim. Ela me deu passagem e eu fui até o quarto dele. Entrei depois de um longo suspiro, buscando a coragem para olhar no rosto de alguém que eu gosto e sei que não vai ficar tanto tempo aqui.

-Oi._Sorri sentando no final da cama. Ele me devolveu um sorriso fraco._Como se sente?

-Bem, talvez._A sua voz saiu ainda mais rouca que o normal.

-Cam, você vai conseguir. Eu sei disso.._Ele permaneceu em silêncio me olhando até estender a mão na minha direção, eu a-toquei com a minha fazendo um leve carinho. Ele me devolveu um sorriso mais largo, mas ainda não estava totalmente feliz, eu sabia.

Passamos ainda mais alguns dias no hospital. Cam não apresentava melhoras, mas ele tentava continuar forte pelas pessoas que o-amavam. Muitos amigos foram visitá-lo esses dias quando voltamos pra casa. Ele estava quase sempre com algum amigo diferente. Alguém que se importava e queria que isso passasse logo.

(ED SHEERAN - Photograph Cover - Leroy sanchez. Link ao lado) https://www.youtube.com/watch?v=7u9xnnqgG2Y


              Amar pode doer
              Amar pode doer às vezes
              Mas é a única coisa que eu sei
              Quando fica difícil
              Você sabe que pode ficar difícil às vezes
              É a única coisa que nos mantém vivos.

O tempo passava e ficava cada dia mais claro. Eu podia claramente enxergar que eu não sentia mais amor de homem e mulher com Cam, eu não sentia mais rancor pelo que ele me fez, eu não sentia raiva. Eu o amava como amigo.  Ficamos tão próximos esses dias que eu entendi que ele era uma parte muito importante da minha vida, que eu jamais iria esquecer.


              Nós mantemos este amor numa fotografia
              Nós fizemos estas memórias para nós mesmos
              Onde nossos olhos nunca fecham
              Nossos corações nunca estiveram partidos
              E o tempo está congelado para sempre.

              Então você pode me guardar no bolso
              Do seu jeans rasgado
              Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem
              Você nunca estará sozinha
              Espere por minha volta para casa.

Um dia antes dele partir, ele me disse mais uma vez que me amava. Mas ele fez questão que eu entendesse que esse amor só queria que eu fizesse oque fosse melhor pra mim, o que fosse me fazer feliz e ele sabia melhor que eu, que a pessoa que me faria feliz estava na cidade ao lado. Eu não consegui não chorar. Sua amizade me fazia falta, Suas palavras de carinho, sua companhia de amigo. Fiquei por mais dois dias em sua casa com seus pais. Sua mãe estava quebrada, seu pai tentava confortá-la, mas ela ficaria bem atendendo ao pedido do próprio filho. Então, eu peguei o ônibus de volta para casa. Tinha parado de estudar e teria que recuperar estudando finais de semana. Mas eu não me arrependi. Cam me ensinou muita coisa em alguns meses do que todo tempo que ficamos juntos como namorados. A dor que machuca é a mesma que ensina. Esse ditado nunca fez tão sentido pra mim. Eu aprendi coisas e pude ter certeza de outras. Agora eu sabia oque eu queria.. Espero que o tempo tenha feito algum efeito nele também. Justin.


             Amar pode curar
             Amar pode remendar sua alma
             E é a única coisa que eu sei
             Eu juro que fica mais fácil
             Lembre-se disso em cada pedaço seu
             E é a única coisa que levamos conosco quando morremos

             Nós mantemos este amor numa fotografia
             Nós fizemos estas memórias para nós mesmos
             Onde nossos olhos nunca fecham
             Nossos corações nunca estiveram partidos
             E o tempo está congelado para sempre

             Então você pode me guardar no bolso
             Do seu jeans rasgado
             Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem
             Você nunca estará sozinha
             E se você me machucar, tudo bem querida
             Apenas as palavras sangram
             Dentro destas páginas, apenas me abrace
             E eu nunca te deixarei ir
             Espere por minha volta para casa.
           
             E você poderia me colocar
             Dentro deste colar que você usou
             Quando tinha 16 anos
             Perto do seu coração, onde deveria estar
             Mantenha isso no fundo de sua alma

             E se você me machucar
             Mas está tudo bem, querida
             Apenas as palavras sangram
             Dentro destas páginas, apenas me abrace
             E eu nunca te deixarei ir

             Quando eu estiver longe
             Me lembrarei de como você me beijava
             Embaixo do poste de luz da 6ª rua
             Ouvindo você sussurrar pelo telefone
             Espere por minha volta para casa

     "Nós só temos que acreditar que tudo dará certo.
       As vezes nós só temos que sentir a dor do outro
      e tentar fazer as coisas ficarem bem. Já dizia
      um grande homem: Uma palavra amiga, uma
      notícia boa.. Isso faz falta no dia a dia.
      Só o tempo cura, só o amor pode tornar sonhos
      reais."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

14 capitulo


O vestido antes bem arrumado e limpo, agora estava meio rasgado e sujo.  Meus sapatos estavam em minhas mãos. As lagrimas embaçavam a minha visão, enquanto eu tomava o rumo de volta para casa. A noite não podia ter acabado pior. Mal conseguia me lembrar como tudo começou e como foi bom um dia e a realidade realmente seria essa depois de tudo que passamos? Justin havia dito as palavras que eu não conseguiria esquecer tão cedo. Ele me amava. Não mais que eu o amava. Eu não estava com tanta força para dizer á ele que eu o amava também. Mas eu nunca negaria isso.. Eu tentei fazer isso desaparecer, tentei fazer sumir suas memórias, tentei amenizar a dor em meu coração, Orei para que eu estivesse errada.. Mas não estava. Eu o amava tanto. Nunca minha mente esteve tão bagunçada. Nunca minha vida havia sido tão certa e tão errada. Nunca peguei um caminho sem volta.. E agora eu sabia que não teria como voltar atras nisso. Eu já me apaixonei uma vez e foi bom e doeu também.. Mas eu nunca amei ninguém como amo esse garoto agora. Paixão não chega nem perto do que estou sentido, ninguém nunca ficou por tanto tempo na minha mente.. Me perguntei se eu queria que fosse assim, eu sempre quis? Na verdade.. Eu ainda estou confusa.. Eu não tenho mais certeza sobre nada. Eu não sou mais aquela garota. O tempo e as coisas pelas quais  passamos nos mudam. Nos tornam melhores ou piores? Nos ensinam. Nos faz entender. Eu entendi que não importa se você realmente odeia alguém, não importa, se o seu coração escolher ele, será ele. Foi basicamente o que aconteceu comigo e meu coração escolheu Justin e nunca mais.. Nunca mais escolheria outro.

(...)

(Impossible - Jamer Arthur. Ouça lendo o capitulo.) https://www.youtube.com/watch?v=lJqbaGloVxg

           Lembro de alguns anos atrás
           alguém me disse que eu deveria
           tomar cuidado quando se trata de amor
           eu tomei, eu tomei
           e você era forte e eu não
           minha ilusão, meu erro
           eu era descuidada, eu esqueci
           eu esqueci

           e agora quando tudo está feito
           não há nada a dizer
           Você foi e sem esforço
           você ganhou
           você pode ir em frente, diga a eles
           diga a eles tudo o que eu sei agora
           grite de cima dos telhados
           escreva no horizonte
           tudo o que tínhamos se foi agora

           diga a eles que eu era feliz
           e meu coração está quebrado
           todas minhas cicatrizes estão abertas
           diga a eles o que eu esperava ser
           impossível, impossível, impossível
           impossível

Fechei a porta do quarto, joguei os sapatos no chão e caminhei para o banheiro. Retirei o vestido lentamente enquanto meu reflexo se refletia no espelho. Estava horrível. A maquiagem borrada. O rosto inchado pelas lagrimas e podia sentir que estava tão horrível por dentro também. Caminhei para baixo da aguá quente e fiquei lá por um tempo, rezando pra água levar embora todo meu cansaço e minha dor.. Coloquei um roupão depois do banho e assim sai do banheiro, indo em direção ao meu armário. Peguei algumas peças de roupas e joguei de qualquer jeito dentro da pequena mala. Estava agradecendo mentalmente pela família do Cam ter mudado de cidade, assim eu ficaria um tempo longe daqui e poderia pensar em tudo com calma. Depois de fazer a mala caminhei até a cama e antes de pegar no sono recebi uma ligação de Michelle. Ela queria se despedir e me apoiou como sempre, ela já sabia de toda a  história, contei tudo pelo celular. Ela como sempre me dava os melhores  conselhos e eu a amava. Tentei acreditar que ficaria tudo bem.. Só tínhamos que dá tempo ao tempo.

               (...)

Meu celular acordou-me com seu toque alto assustando-me. Logo abri os olhos devagar e peguei o aparelho, atendendo.

-Alô?

-Estou aqui em baixo na sua casa Vih. Eu não quero te apressar, mas o caminho é um pouco longe._Era a voz de Cam. Olhei o identificador e tive certeza. Era ele. Olhei no relógio e era quase dez da manhã, levantei em um pulo começando a me lembrar que iria com ele para sua casa.

-Desculpa Cam.. Eu me atrasei. Estou descendo._E desliguei sem esperar respostas. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa qualquer. Sequei o cabelo de uma maneira desajeitada. Passei uma maquiagem rápida para tentar cobrir os "desastres" da noite anterior e logo desci. Cam estava sentado no sofá olhando o relógio e sorriu ao me ver.

-Bom dia._Ele disse. Apenas assenti que sim forçando um sorriso. Me virando em direção a minha mãe.

-Se cuide. Não fique fora até tarde, não saia todas as noites, não faça nada errado, por favor._Ela disse tocando meu rosto.

-Tudo bem mãe. Eu sei me cuidar._Me despedi de meus pais e saí com Cam. O caminho no carro estava um silêncio que apesar de constrangedor, pra mim tanto faz. Mas eu tive que quebrar o silêncio._Cam, preciso passar em um lugar antes.

-Tudo bem. Onde?_Perguntou concentrado no caminho.

-Em um hospital aqui perto, tenho que visitar uma criança._Ele não respondeu, apenas seguiu para o endereço que lhe passei. Chegamos e eu tratei de brincar um pouco com todas, principalmente com Ally. Disse que iria ficar um tempo fora, mas ela seria não ficaria sem noticias minhas. Depois pegamos a estrada novamente e seguimos para casa de Cam. A cidade era vizinha a minha e não demoramos mais de algumas horas pra chegar. Ele dirigiu o carro para dentro de uma enorme casa, em um bairro nobre. Haviam vários outros carros na garagem, a casa por dentro era ainda mais linda e rica em qualquer detalhe. Os pais de Cam me cumprimentaram e mostraram o quarto onde eu ficaria. O quarto era enorme e com certeza aquilo não podia ter sido feito apenas para um pessoa, mas enfim, seria. Eu dormiria ali sozinha. Guardei as minhas coisas no armário e tomei um banho rápido. Mesmo com todo aquele luxo só pra mim, com tudo que eu quisesse, com um homem lindo lá fora. Nada me fazia esquecer Justin e a vontade de estar com ele. Mas eu ainda precisava de um pouco mais de tempo para organizar tudo. Ouvi batidas na porta, me tirando de meus pensamentos e pedi que entrasse. Era Cam. Retribuí seu sorriso tímido e ele se aproximou.

-Eu só vim saber se estava bem. Precisando de algo..

-Tudo bem, Cam. Obrigado.

-Não gostaria de ver um filme? Poderíamos ir ao cinema.

-Eu acho que pode ser legal.

-ótimo. Saímos daqui a pouco._Ele sorriu e saiu do quarto. Olhei para os lados. talvez procurando um sentido para realmente está aqui. Eu sei que ele está doente e que me pediu de coração, mas nós namoramos tanto tempo e parecíamos mais dois estranhos. O clima querendo ou não seria estranho. Quer dizer, se for parar pra pensar eu estou aqui com ele até que a morte dele chegue, o que pode acontecer daqui há alguns meses. Vou apoia-ló, vou ficar ao lado dele e quando ele se for, com certeza eu irei desmoronar.. Vou sofrer mais uma vez. Não porque eu o amo como namorado, nada disso, na verdade eu nunca vou amar mais ninguém, isso já foi dito. Mas eu sinto um carinho e irei se apegar a sua companhia como amigo, irei sentir sua falta.. Se for parar pra pensar, eu já estou imaginando a morte dele e como será depois disso. Eu sabia que minha cabeça não andava tão bem. Eu só quero imaginar que as coisas darão certo. Não importa o que venha amanhã. Só quero me permitir viver.

           "Tudo que precisamos talvez seja de um pouco mais de tempo.."